São Paulo, 16 de Outubro de 2026
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Flamengo fecha acordo com família de goleiro morto no Ninho do Urubu

O Clube de Regatas do Flamengo assinou nessa terça-feira (4) acordo com a família do goleiro Christian Esmério, que tramita na Justiça do Estado do Rio de Janeiro e trata da indenização da última família que ainda não tinha feito acordo pelo acidente

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Agência Brasil

Flamengo fecha acordo com família de goleiro morto no Ninho do Urubu
Créditos: Agência Brasil

O Clube de Regatas do Flamengo assinou nessa terça-feira (4) acordo com a família do goleiro Christian Esmério, que tramita na Justiça do Estado do Rio de Janeiro e trata da indenização da última família que ainda não tinha feito acordo pelo acidente ocorrido no Ninho do Urubu em 2019.

Em nota, o Flamengo afirma que “entende que não há dinheiro no mundo que possa aplacar a dor pela perda de um filho ou de um irmão, mas continuar litigando, consideradas as circunstâncias do caso concreto, poderia impor ainda maior sofrimento à família, o que não é o desejo do clube. Dessa forma, terminar o processo e permitir à família a compensação financeira, mediante a celebração do acordo, era prioridade máxima da atual administração do clube”.

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Incêndio no Ninho do Urubu completa 2 anos e vítimas são homenageadas.Justiça mantém pensão a vítimas de incêndio no Ninho do Urubu.O valor da indenização não foi revelado e está protegido sob cláusula de confidencialidade no acordo pactuado na Justiça. No ano passado, a Justiça condenou o clube a pagar R$ 2,82 milhões por danos morais aos pais de Christian (valor a ser dividido igualmente entre eles) e R$ 120 mil ao irmão, além de uma pensão mensal de R$ 7 mil, que já vinha sendo paga de forma voluntária, até 2048 ou até o falecimento dos genitores.

Tragédia

O incêndio no Ninho do Urubu, o centro de treinamento do Flamengo na zona oeste do Rio, que deixou dez adolescentes mortos e três feridos, ocorreu no dia 7 de fevereiro de 2019. Foi durante a noite, no alojamento das categorias de base, que ficava em contêineres. Na época, a prefeitura da capital informou que o local não tinha alvará para funcionar como alojamento. De acordo com os peritos, o incêndio começou em um aparelho de ar condicionado e se alastrou rapidamente por causa do revestimento dos contêineres, que era altamente inflamável. Dezesseis atletas sobreviveram à tragédia. Os jovens escaparam por uma única porta em meio à fumaça.

A maioria dos atletas conseguiu sair com vida, mas morreram, Athila Paixão, de 14 anos, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, de 14 anos, Bernardo Pisetta, de 14 anos, Christian Esmério, de 15 anos, Gedson Santos, de 14 anos, Jorge Eduardo Santos, de 15 anos, Pablo Henrique da Silva, de 14 anos, Rykelmo de Souza Vianna, de 16 anos, Samuel Thomas Rosa, de 15 anos, e Vitor Isaías, de 15 anos.

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