22 de Maio, 2026 17h05mEducação por Agência Brasil

Mensalidades do ensino superior privado caem 4,3% em 2026

Os preços das mensalidades dos cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior caíram em 2026 em comparação a 2025, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira (22), no Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, no Rio de

Os preços das mensalidades dos cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior caíram em 2026 em comparação a 2025, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira (22), no Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, no Rio de Janeiro. No geral, as mensalidades das graduações presenciais caíram 4,3%, e, as dos cursos a distância (EAD), 1,8%.  

Os dados são da pesquisa Cenário de Precificação da Graduação - Brasil 2026, realizada pela Hoper Educação em parceria com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). O levantamento considera os valores efetivamente praticados pelas instituições, incluindo descontos comerciais e de pontualidade. 

Esses são os valores do meio da amostra, ou seja, metade das mensalidades praticadas no país é mais cara e, metade, mais barata. 

Os maiores valores da série histórica, desde 2013, são um valor mediano para as mensalidades presenciais de R$ 1.278, registrado em 2015, e R$ 524 para as formações a distância, em 2013. 

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Preços dos cursos 

Segundo o levantamento, as engenharias presenciais destacam-se entre as perdas reais mais expressivas da série histórica, com uma da mediana, passando de R$ 1.743, em 2016, para R$ 967, em 2026. 

Na análise dos pesquisadores, isso indica que cursos tradicionalmente associados à formação técnica, produtiva e de maior retorno econômico também foram atingidos pela retração de demanda, pela ampliação da oferta e pela pressão competitiva e migração de modalidade. 

Medicina segue como o curso de maior valor de mensalidade da graduação brasileira. Em 2026, a mediana é de R$ 11,4 mil, nas privadas.

Estudantes mais exigentes

O movimento de redução das mensalidades reforça, de acordo com a pesquisa, o aumento da pressão competitiva sobre as instituições de educação superior privadas e indica maior sensibilidade dos estudantes em relação ao custo-benefício das formações ofertadas.

Em um mercado mais pressionado, o estudo afirma que as instituições que não conseguirem sustentar diferenciação tendem a competir por preço.

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Para as instituições, segundo a pesquisa, precificar deixou de ser apenas aplicar reajuste ou desconto, passou a depender da capacidade de demonstrar valor acadêmico, experiência, empregabilidade, reputação e confiança.

“Hoje, o aluno não apenas pergunta quanto custa; ele pergunta se vale”, diz o estudo.

Educação a distância 

Nos últimos anos, a EAD passou por uma reformulação no país. O crescimento expressivo e a baixa qualidade fizeram com que o Ministério da Educação (MEC) suspendesse o processo de autorização de cursos superiores e de credenciamento de instituições de educação superior na modalidade à distância. 

Em 2025, o MEC revisou as regras para a oferta EAD nos cursos do ensino superior com o objetivo de garantir a qualidade dos serviços e o desenvolvimento da aprendizagem de todos os estudantes. Entre as mudanças, a partir do novo marco regulatório, nenhum curso de bacharelado, licenciatura e tecnologia poderá ser 100% a distância. 

De acordo com o estudo, essa mudança ainda não chegou a ser totalmente precificada. "O desafio é que parte dos cursos migrados ainda opera com valores próximos à EAD de 2025, embora o semipresencial tenda a exigir maior estrutura, presencialidade e custo de entrega", diz. 

Ensino superior no Brasil 

No Brasil, a educação superior privada concentra a maior parte das matrículas. De acordo com o último Censo da Educação Superior (2024), eram 8,2 milhões de estudantes na graduação privada, o que corresponde a quase 80% do total de 10,2 milhões matriculados no ensino superior. 

No total, o ensino a distância superou o ensino presencial, com 5,2 milhões de estudantes matriculados (entre as instituições públicas e privadas), contra 5 milhões no ensino presencial. 

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