São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Desafios virtuais entre jovens já provocaram 56 mortes em dez anos

Baixar Tocar Meninas cada vez mais jovens, já a partir dos oito anos, normalmente, com uma exposição excessiva de conteúdo online e aquela vulnerabilidade típica da infância. Esse é o perfil das crianças e adolescentes que mais embarcam nos desafios

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Rádio Agência Nacional

Desafios virtuais entre jovens já provocaram 56 mortes em dez anos
Créditos: Rádio Agência Nacional

Meninas cada vez mais jovens, já a partir dos oito anos, normalmente, com uma exposição excessiva de conteúdo online e aquela vulnerabilidade típica da infância. Esse é o perfil das crianças e adolescentes que mais embarcam nos desafios da internet. Desafios perigosos, diga-se de passagem. 

O caso de Sarah Raíssa de Castro, de 8 anos, que morreu depois de inalar desodorante aerosol, no último fim de semana em Brasília, se soma ao de outra menina de 11 anos, que morreu pelo mesmo motivo em Pernambuco, no mês passado. A psicóloga Fabiana Vasconcelos, do Instituto DimiCuida, chama a atenção: já são 56 mortes nos últimos dez anos por causa desses desafios virtuais. 

Estudante mexe em celular - Antônio Cruz/Agência Brasil

"Eles são atraídos por conteúdos passados por outros colegas ou estão sendo realmente capturados dentros dos espaços digitais, onde eles têm um chat, uma conversa privada, que pode levar a uma estimulação."

Aliás, o próprio instituto em que a Fabiana trabalha foi criado após um jovem de 16 anos perder a vida praticando o jogo do desmaio. Quando esses assuntos voltam à tona, mães, pais e adultos responsáveis logo se perguntam: o que fazer? A primeira coisa, segundo ela, é estar conectado com o filho e com a vida digital que ele tem. E quais são os sinais que acendem a luz amarela em casa? A psicóloga responde.

"Você vê um isolamento dentro do quarto. Ela muito apreensiva, ou tensa, por estar se comunicando muito dentro do espaço digital. Mudança de comportamento em relação à escola, também isolamento na escola. Você começa a perceber que ela prefere o ambiente digital muito mais do que a brincadeira referente a idade dela no campo presencial. Isso são sinais."

Caminhos da Reportagem, por Arquivo/EBC

Quando chega nesse ponto, segundo ela, é hora de conversar. Outro conselho: percebeu algum sinal de mudança, viu alguma mensagem, vídeo ou conversa suspeita? Denuncie sempre. 

"A denúncia pode ocorrer diretamente dentro do aplicativo, eu posso também procurar um especialista próximo de mim, inclusive a própria escola, para ajudar a fazer isso. Se a denúncia for considerada de violência, de agressão, um boletim pode ser feito. Nós temos esse tipo de regulamentação, isso existe. Eu posso fazer uma denúncia de um crime digital."

Após as duas mortes mais recentes, o Ministério da Justiça informou que está desenvolvendo um aplicativo para restringir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos impróprios para a idade e um projeto de lei para responsabilizar provedores de internet. O site do Instituto DimiCuida também traz orientações.

No caso da Sarah Raíssa, a Polícia Civil trabalha para descobrir quem criou e compartilhou esse conteúdo. Os responsáveis podem responder por homicídio duplamente qualificado, com penas que chegam a 30 anos de reclusão. O celular da menina foi apreendido para perícia. O laudo fica pronto em 30 dias.

© rawpixel.com / Chanikarn Thongsu Educação Caso mais recente foi da menina Sarah Raíssa, que inalou desodorante Brasília (DF) Desafio do Desodorante: polícia do DF apura morte de menina de 8 anos 16/04/2025 - 12:45 Ana Lúcia Caldas / Raíssa Saraiva Priscilla Mazenotti - Repórter da Rádio Nacional Desafio da internet inalação de desodorante Morte Adolescentes quarta-feira, 16 Abril, 2025 - 12:45 3:38
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