28 de Agosto, 2026 15h08mEconomia por Agência Brasil

Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 58.568 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em julho

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 58.568 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em julho. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o país criou 137.044 empregos.

Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

Acumulado

De janeiro a julho, o Caged registrou queda de 20,9% no acumulado de vagas formais:

972.203 (sete meses de 2026); 1.229.107 (sete meses de 2025).

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em julho.

Serviços: +24.098 postos; Construção civil: +12.691; Agropecuária: +12.523; Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +11.315

Um setor demitiu mais do que contratou em julho:

Comércio: -8.114 postos

Tradicionalmente, o mês de julho é fraco para o comércio, principalmente para o varejo, que dispensou 3.674 pessoas a mais do que admitiu.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de transporte, armazenagem e correio, com a abertura de 18.150 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 12.235 vagas. O setor de educação, no entanto, fechou 7.352 postos.

Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de obras de infraestrutura, que abriu 7.087 empregos formais. Em segundo, vêm os serviços especializados para construção, com 4.253 postos.

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Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 6.994 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.440) e fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1.950).

Regiões e estados

Quatro das cinco regiões registraram abertura de vagas formais em julho.

Veja abaixo o desempenho de cada região:

Sudeste: +21.668 postos Nordeste: +18.973 Centro-Oeste: +9.943 Norte: +8.375 Sul: -628

Na divisão por unidades da federação, 22 registraram saldo positivo e cinco demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+17.814), Mato Groso (+5.766) e Minas Gerais (+5.199).

As unidades da federação que eliminaram empregos formais em julho foram Espírito Santo (-2.605), Rio Grande do Sul (-903), Tocantins (-366), Santa Catarina (-248) e Distrito Federal (-134).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo, as demissões decorrem do fim da safra de café. No Tocantins, estão relacionadas ao comércio e à agropecuária. No Rio Grande do Sul, concentraram-se na indústria do fumo e no comércio.

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou julho em 48.082.866, alta de 0,12% em relação a junho e de 1,02% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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