São Paulo, 16 de Outubro de 2026
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Bolsa atinge menor nível desde janeiro com exterior e tensão política

A bolsa caiu pelo terceiro pregão seguido nesta terça-feira (19) e fechou no menor nível desde janeiro, enquanto o dólar voltou a subir acima de R$ 5 em meio ao aumento da aversão global ao risco, à alta dos juros nos Estados Unidos e às incertezas

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Agência Brasil

Bolsa atinge menor nível desde janeiro com exterior e tensão política
Créditos: Agência Brasil

A bolsa caiu pelo terceiro pregão seguido nesta terça-feira (19) e fechou no menor nível desde janeiro, enquanto o dólar voltou a subir acima de R$ 5 em meio ao aumento da aversão global ao risco, à alta dos juros nos Estados Unidos e às incertezas políticas no Brasil. 

O movimento acompanhou um cenário internacional mais cauteloso, marcado pelas tensões no Oriente Médio, pelos preços elevados do petróleo e pela percepção de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, poderá manter juros altos por mais tempo.

Bolsa em queda

A queda foi puxada principalmente pelas ações do setor financeiro, que têm grande peso na composição do índice. Mineradoras também pressionaram a bolsa, por causa da desvalorização do minério de ferro no mercado internacional.

O mercado brasileiro também foi impactado pela saída de investidores estrangeiros da Bolsa. Dados da B3 mostram retirada líquida próxima de R$ 9,6 bilhões em maio até a metade do mês.

Além disso, investidores passaram a demonstrar maior cautela com o cenário político doméstico após novas pesquisas eleitorais e a confirmação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi à casa do banqueiro Daniel Vorcaro.

Dólar sobe

A turbulência repetiu-se no mercado de câmbio. O dólar comercial voltou a superar a marca de R$ 5 e fechou em alta de cerca de 0,84%, aos R$ 5,041. Por volta das 12h15, a cotação aproximou-se de R$ 5,06. Apesar da alta recente, a moeda estadunidense acumula queda de 8,17% em 2026.

A valorização da moeda americana ocorreu em meio ao fortalecimento global do dólar e ao aumento das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries.

Quando os juros americanos sobem, investidores tendem a retirar recursos de mercados considerados mais arriscados, como países emergentes, e direcionar o dinheiro para ativos mais seguros nos Estados Unidos. Isso pressiona moedas como o real.

O avanço do dólar também refletiu o temor de que a inflação global permaneça elevada por mais tempo devido aos preços do petróleo e às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. O cenário político brasileiro ampliou a pressão sobre o câmbio.

Petróleo elevado

Os preços do petróleo fecharam em leve queda nesta terça-feira, mas permaneceram em níveis elevados.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, caiu 0,73% e terminou o dia cotado a US$ 111,28. O WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 0,22%, para US$ 104,15.

Mesmo com a queda moderada, o mercado continua atento às negociações entre Estados Unidos e Irã e aos riscos de interrupção no Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global de petróleo.

Na segunda-feira (18), o presidente Donald Trump havia adiado uma ofensiva militar contra o Irã para abrir espaço para negociações diplomáticas. Nesta terça, porém, voltou a afirmar que uma nova ação militar poderá ocorrer caso não haja acordo.

* Com informações da Reuters

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