São Paulo, 16 de Outubro de 2026
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"O mundo não vai acabar", diz Luiz Marinho sobre tarifaço dos EUA

Ainda é cedo para avaliar o impacto sobre os possíveis efeitos do tarifaço do governo de Donald Trump sobre o emprego no Brasil, disse nesta segunda-feira (4) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho

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Agência Brasil

"O mundo não vai acabar", diz Luiz Marinho sobre tarifaço dos EUA
Créditos: Agência Brasil

Ainda é cedo para avaliar o impacto sobre os possíveis efeitos do tarifaço do governo de Donald Trump sobre o emprego no Brasil, disse nesta segunda-feira (4) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Ele reiterou que o governo brasileiro está disposto a negociar e que os Estados Unidos podem voltar atrás em alguns pontos das medidas comerciais.

“O mundo não vai acabar. O mundo continuará lindo, firme e forte. O governo brasileiro e o presidente Lula dizem sempre que estamos inteiramente à disposição das negociações com os americanos e com qualquer outro país que deseje dialogar com o Brasil sobre eventuais parcerias comerciais”, afirmou Marinho em entrevista coletiva para detalhar os dados do Novo Caged.

Plano de contingência

Marinho ressaltou que qualquer decisão sobre o plano só será tomada a partir de quarta-feira (6), quando entram em vigor as novas tarifas dos Estados Unidos. Segundo ele, o vaivém nas negociações pode implicar em mudanças de última hora nos planos do governo.

“Acho que ele [Trump] não tem muita convicção porque voltou atrás em vários produtos. Como se trata de uma relação um pouco tanto esquizofrênica, temos que aguardar as consolidações para poder tomar as decisões. Para ter base real e concreta para tomada de decisão”, declarou.

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Diálogo

O ministro do Trabalho e Emprego reiterou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua disposto a conversar com Trump. No entanto, ressaltou que as conversas devem ocorrer com base em informações corretas, como a de que a balança comercial dos Estados Unidos com o Brasil é superavitária, com os norte-americanos exportando mais do que importando das empresas brasileiras.

“Está clarinho que não existe esse déficit em desfavor dos Estados Unidos e, sim, do Brasil. Quem teria de reclamar somos nós. Mas vamos sentar e discutir, preparados, e da forma que tem que ser”, disse. “Os Estados Unidos são um importante parceiro comercial do Brasil e as relações bilaterais são antigas, de dois séculos. Não é possível misturar ‘alhos com bugalhos’. E ninguém pode ficar com qualquer dúvida, respeitadas as circunstâncias de cada país”, concluiu.

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