São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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"Tensão com os EUA é artificial e vai se dissipar", afirma Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quarta-feira (30), que a tensão gerada em torno do anúncio do tarifaço dos Estados Unidos (EUA) aos produtos brasileiros é artificial e vai se dissipar

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Agência Brasil

"Tensão com os EUA é artificial e vai se dissipar", afirma Haddad
Créditos: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quarta-feira (30), que a tensão gerada em torno do anúncio do tarifaço dos Estados Unidos (EUA) aos produtos brasileiros é artificial e vai se dissipar. Segundo o ministro, as conversas com as autoridades norte-americanas estão evoluindo e, mesmo com a entrada em vigor das tarifas, prometida para 1º de agosto, as negociações continuarão.

“Se depender do Brasil, essa tensão desaparece, porque é artificial. E produzida por pessoas do próprio país. Quer dizer, não faz sentido brasileiros alimentarem essa tensão. Essa tensão vai se dissipar e, quando se dissipar, a racionalidade vai presidir os trabalhos, e nós vamos chegar a um denominador”, disse Haddad, em conversa com jornalistas no Ministério da Fazenda, em Brasília.

No último dia 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou carta a Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto. No documento, entre outras razões, Trump justifica a medida citando Bolsonaro e pedindo anistia para o ex-presidente.

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Haddad lembrou que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, está liderando as negociações e mantém conversas com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. O ministro da Fazenda reafirmou que é preciso esperar o dia 1º de agosto para entender o que, de fato, entrará em vigor, já que o governo dos EUA não respondeu oficialmente às propostas do governo brasileiro.

“Nós precisamos saber qual é a decisão do governo dos EUA. Antes disso, fica muito difícil", disse Alckmin, destacando que a comunicação com a sua contraparte está evoluindo. Ele informou que pode viajar aos Estados Unidos acompanhando o vice-presidente. “Assim que tiver uma agenda estruturada, sim. Já estive na Califórnia com o secretário [do Tesouro dos Estados Unidos, Scott] Bessent, tenho tentado contato com ele, que está na Europa fechando acordos. Mas a assessoria dele disse que tem possibilidade de uma conversa quando ele regressar aos Estados Unidos”, acrescentou Haddad.

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