São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Tarifaço não deve afetar investimentos dos EUA no Brasil

A imposição da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump não deve prejudicar os investimentos diretos de empresas estadunidenses no Brasil, disse nesta quarta-feira (30) o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron

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Agência Brasil

Tarifaço não deve afetar investimentos dos EUA no Brasil
Créditos: Agência Brasil

A imposição da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump não deve prejudicar os investimentos diretos de empresas estadunidenses no Brasil, disse nesta quarta-feira (30) o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

Segundo o secretário, as companhias pensam em horizonte de longo prazo, não em questões conjunturais. Em investimentos diretos, as empresas têm um horizonte a longo prazo.

Segundo o portal InvestVis, que compila dados sobre investimentos estrangeiros diretos no Brasil, os Estados Unidos são o país cujas empresas mais investem aqui. De janeiro de 2024 a junho de 2025, as companhias americanas investiram US$ 12,25 bilhões no país, correspondendo a 23,46% do total. Em segundo lugar, vêm os Países Baixos, com US$ 7,92 bilhões (15,17%).

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Plano de contingência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no início da semana, um plano de contingência para ajudar os setores afetados pela tarifa comercial de 50% sobre produtos brasileiros, que deve entrar em vigor na próxima semana. Ceron não adiantou medidas, apenas repetiu afirmações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que parte da ajuda às empresas brasileiras afetadas envolverão medidas de crédito.

De acordo com o secretário, o governo brasileiro não precisará redesenhar o plano porque o governo estadunidense isentou do tarifaço os principais produtos de exportação do Brasil para os Estados Unidos, como aviação civil, minérios, alguns alimentos e produtos de energia. “O desenho macro [do plano] está pronto. Podemos até rever valores, mas não acredito que precisemos refazer o plano”, disse Ceron.

"Dentro dos cenários possíveis, é um cenário que não está dentro do pior. Representa um cenário mais benigno, mas não quer dizer que os impactos não sejam pequenos", afirmou o secretário, dizendo que ainda precisa entender os detalhes da ordem executiva do presidente Donald Trump.

Rio Grande do Sul

O secretário disse que a experiência com as enchentes no Rio Grande do Sul no ano passado ajudou o governo a elaborar o plano de contingência. “O plano de ação está preparado, estamos refinando. O que posso adiantar, quando fizemos, quando enfrentamos o desastre no Rio Grande do Sul, [é que] sabemos enfrentar problema com racionalidade, com técnica e na medida certa para gerar os efeitos econômicos proporcionais de mitigação do efeito que está sendo enfrentado.”

Apesar de a experiência com a tragédia climática no Rio Grande do Sul ter servido de base para a equipe econômica, Ceron afirmou não ser possível comparar o plano de contingência com o pacote de socorro para as enchentes no ano passado. “São eventos diferentes, com características diferentes, com efeitos diferentes”, afirmou.

"Estamos atentos aos efeitos", disse o secretário. Ele ressaltou que, enquanto esse cenário não se resolver definitivamente, o plano tem os instrumentos necessários para que as coisas continuem bem, como estão atualmente.

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