
As mudanças climáticas e os eventos extremos ajudam a explicar parte da alta nos preços de alimentos no último ano.
Como a agricultura e a pecuária dependem do clima, uma seca prolongada ou um excesso de chuvas pode prejudicar a produção. Aí entra a lei da oferta e da procura. Com menos produtos no mercado e muita gente para comprar, os preços sobem.
O coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV, Guilherme Bastos, diz que não se pode generalizar o efeito do clima. Há outros componentes nos preços de alimentos.
Bastos explica que o clima tem impactos diferentes em cada região, assim a produção de um local compensa o de outro.
Para lidar com o clima, o pesquisador da FGV indica técnicas que preservem a umidade do solo, além de políticas públicas que mantenham a viabilidade financeira dos produtores, como o seguro rural.
O professor Denis Cunha cita rotação de culturas, irrigação mais eficiente e plantas mais resistentes como soluções.
Denis diz que o plano Safra, programa de crédito para o agronegócio, poderia incentivar técnicas agrícolas adaptadas ou inteligentes ao clima.
© Tânia Rêgo/Agência Brasil Economia Transporte, embalagem e importados também impactam nos preços Brasília Inflação dos alimentos desacelera para 0,61%, diz pesquisa do IBGE Haddad: 1º passo para conter inflação de alimentos é Plano Safra maior Faturamento da Indústria de alimentos cresce 10% em 2024 28/02/2025 - 14:00 Paula de Castro / Liliane Farias Gabriel Brum - repórter da Rádio Nacional Alimentos Plano Safra agricultura sexta-feira, 28 Fevereiro, 2025 - 14:00 2:23