São Paulo, 17 de Outubro de 2026
Últimas notícias
EconomiaCACB cobra atualização de todas as faixas do Simples Nacional ainda este anoGeralEl Niño: agro do Nordeste deve priorizar conservação do solo, uso eficiente da água e formação de reservasPolíticaFlávio Bolsonaro mantém vantagem sobre Lula no segundo turno, aponta análise de dez pesquisasAgronegóciosCafé, açúcar e milho: confira cotações para esta sexta-feira (16)AgronegóciosBoi gordo, frango e suíno: confira cotações para esta sexta-feira (16)GeralProspera MEI: profissionais do turismo esperam ampliar negócios com apoio financeiroGeralNovo SAC: consumidor terá direito a falar com uma pessoa das 8h às 20h, todos os diasMeio AmbienteSeis anos de espera: entidades recorrem à Justiça para fazer valer lei dos descartáveis em São Paulo (SP)PolíticaEmendas parlamentares ajudam a conquistar votos, mas não garantem reeleição, aponta FGVAgronegóciosSoja sobe no Paraná; trigo tem variação nos preçosEconomiaCACB cobra atualização de todas as faixas do Simples Nacional ainda este anoGeralEl Niño: agro do Nordeste deve priorizar conservação do solo, uso eficiente da água e formação de reservasPolíticaFlávio Bolsonaro mantém vantagem sobre Lula no segundo turno, aponta análise de dez pesquisasAgronegóciosCafé, açúcar e milho: confira cotações para esta sexta-feira (16)AgronegóciosBoi gordo, frango e suíno: confira cotações para esta sexta-feira (16)GeralProspera MEI: profissionais do turismo esperam ampliar negócios com apoio financeiroGeralNovo SAC: consumidor terá direito a falar com uma pessoa das 8h às 20h, todos os diasMeio AmbienteSeis anos de espera: entidades recorrem à Justiça para fazer valer lei dos descartáveis em São Paulo (SP)PolíticaEmendas parlamentares ajudam a conquistar votos, mas não garantem reeleição, aponta FGVAgronegóciosSoja sobe no Paraná; trigo tem variação nos preços

Inflação entre 4% e 5% é relativamente normal, diz Haddad

O atual nível de inflação do Brasil está relativamente dentro da normalidade para o Plano Real, disse nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Arábia Saudita, o ministro

A

Agência Brasil

Inflação entre 4% e 5% é relativamente normal, diz Haddad
Créditos: Agência Brasil

O atual nível de inflação do Brasil está relativamente dentro da normalidade para o Plano Real, disse nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Arábia Saudita, o ministro avaliou que o Brasil deixou para trás o período em que a inflação estava em torno de dois dígitos.

“O Brasil tem feito um trabalho, tentando encontrar um caminho de equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em fase de um ajuste importante. O Brasil deixou uma inflação de dois dígitos há três anos. Hoje, temos uma inflação em torno de 4% a 5%, que é uma inflação relativamente normal para o Brasil desde o Plano Real, há 26 anos”, declarou o ministro no painel “Um caminho para a resiliência dos mercados emergentes”.

Notícias relacionadas:

Dólar fecha praticamente estável mesmo com inflação nos EUA.Mercado financeiro eleva previsão da inflação pela 18ª semana seguida.Apesar de estar em um dígito, a inflação estourou o teto da meta em 2024 e deve fazer o mesmo neste ano, de acordo com o mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com instituições financeiras, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2025 em 5,6%, mais de um ponto percentual acima do teto da meta, de 4,5%.

No ano passado, o IPCA ficou em 4,83%, também acima do teto de 4,5%. Com base na legislação, o BC enviou uma carta em que justificou o estouro da meta com base na alta do dólar, problemas climáticos e aquecimento da economia.

Pelo sistema de metas contínuas de inflação, a cada seis meses, o BC terá de enviar uma carta caso a inflação em 12 meses supere a meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

No encontro do FMI, que ocorre na cidade saudita de Al-Ula, Haddad reafirmou as justificativas da carta do BC. O ministro atribuiu o repique inflacionário à alta do dólar em todo o planeta no segundo semestre do ano passado, período marcado pelas eleições presidenciais norte-americanas.

“Por volta de 12 a 30 anos, a inflação se manteve abaixo dos 5%, o que acontece neste momento. Com o fortalecimento do dólar pelo mundo, acabou fazendo com que nós tivéssemos um repique inflacionário no segundo semestre do ano passado; por isso, o Banco Central teve de intervir [com altas de juros] para garantir que a inflação fosse controlada”, justificou Haddad.

Câmbio

Com a valorização do real nas últimas semanas, afirmou o ministro, os preços devem se estabilizar. “O aumento das taxas será no curto prazo. O dólar voltou a um nível adequado e caiu 10% nos últimos 60 dias. Eu acho que isso vai fazer com que a inflação se estabilize”, destacou.

Atualmente em 13,25% ao ano, a Taxa Selic deverá subir para 14,25% na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, como informou a própria instituição financeira no início do mês.

G20

Haddad destacou a reforma tributária sobre o consumo, regulamentada no fim do ano passado e que deverá gerar crescimento econômico nos próximos anos. Segundo o ministro, o Brasil trabalha para ter equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em meio a um ajuste fiscal importante e com fortes incertezas externas.

O ministro relembrou a presidência do Brasil no G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana). Segundo Haddad, o Brasil deixou um legado de busca pela reglobalização sustentável, capaz de conciliar interesses de mercado, combate às desigualdades e transição para fontes de energia limpas.

Mediadora do debate, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, defendeu a capacidade de as economias se adaptarem a choques globais, que aumentaram nos últimos anos com incidentes como a pandemia de Covid-19 e a intensificação das mudanças climáticas. Segundo ela, as economias emergentes devem pautar-se na “resiliência”, antecipando-se e absorvendo parte dos efeitos da geopolítica e das crises externas.

Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas