27 de Junho, 2025 18h06mCultura por Rádio Agência Nacional

Atrações musicais marcam últimos dias de festas juninas no Nordeste

Já estamos encerrando o mês de junho, período em que o Nordeste inteiro entra em festa para celebrar os dias de Santo Antônio, São João e São Pedro. Comidas típicas, shows de forró tradicional e estilizado, apresentações de quadrilhas matutas e diversas manifestações da cultura popular podem ser conferidas em cada canto. Em Pernambuco, uma das principais celebrações desse período ocorre em Caruaru, conhecida como a capital do forró, no coração do agreste

Já estamos encerrando o mês de junho, período em que o Nordeste inteiro entra em festa para celebrar os dias de Santo Antônio, São João e São Pedro. Comidas típicas, shows de forró tradicional e estilizado, apresentações de quadrilhas matutas e diversas manifestações da cultura popular podem ser conferidas em cada canto.

Em Pernambuco, uma das principais celebrações desse período ocorre em Caruaru, conhecida como a capital do forró, no coração do agreste. A cidade recebe cerca de 1,5 milhão de visitantes a cada São João.

E o título dado à cidade não é sem motivo. Somente esse ano, Caruaru recebeu mais de 100 apresentações em três palcos. As atrações variaram entre nomes tradicionais do forró regional, novos artistas que surgiram recentemente e já tem conquistado o coração do público, além de músicos de todo o país, que vieram expressar sua paixão pelo São João.

E além de Caruaru, mais de 70 cidades tiveram apoio do governo do estado para a realização dos festejos juninos. Entre elas, Arco Verde, no Sertão Pernambucano. A cidade montou uma programação plural com mais de 15 dias de festa, como explica a secretária de cultura do estado, Cacau de Paula. 

“A festa aqui de Arco Verde tem essa característica cultural muito forte, né? A gente tem, por exemplo, o movimento do coco que é muito forte aqui. Então, um movimento de cultura popular muito forte aqui de Arco Verde e é uma evento que acontece em diversos polos aqui na cidade e toda a cidade se envolve bastante. É uma referência de São João.”

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Outro ponto de festa foi no Arquipélago de Fernando de Noronha, que recebeu apresentações musicais e de quadrilhas juninas. Uma delas foi a do grupo cultural Dona Nanette, um dos mais tradicionais da ilha, que completou 67 anos de um legado que começou com a matriarca Martins da Costa, como conta a coordenadora do grupo, Tora Costa.

“É quando não tinha quadrilha, ela chegou: ‘Vamos fazer quadrilha’, que é o que tem que ter no São João. Além do milho da foqueira, tem que ter o arraial.”

Além da comemoração de São João realizada na ilha, Fernando de Noronha também está organizando a Barqueata de São Pedro. O santo padroeiro dos pescadores recebe uma homenagem no dia 29 de junho, encerrando o ciclo junino.

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